sexta-feira, 10 de junho de 2011

Um Coração nas Tuas Mãos


Quando, ao segurares nas mãos o coração de alguém,
Te esqueceres a quem pertence;
Quando perderes a sensibilidade do toque
E deixares de sentir o seu palpitar,
Lembra-te que ainda é um coração,
Vivo ao morto.

Lembra-te que te foi oferecido
Não por ser indesejado, mas por te desejar.
E por isso, não feches a mão.

Trata dele e tenta revivê-lo,
Porque apesar de não ser o coração que vive
Latente no teu peito,
Não deixa de ser teu pertence
A alma nele contida.

Um ente que te acarinha
Sem mesmo sentires.

3 comentários:

Brid disse...

Gostei do poema e, ao mesmo tempo, achei-o creepy xD É bastante bonito, mas fiquei com a sensação de ter um coração HUMANO na minha mão, e imaginei-me a dar-lhe festinhas ao de leve LOL ahaha xD

Leto of the Crows disse...

Andas a transformar os meus pseudo-poemas em filmes de terror! xD

Blood Tears disse...

Como dizia a Raposa "... Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."

Kisses*