quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Há quem nasça no dia de não Ser


Há quem nasça
No dia de não Ser,
Quando no céu
As estrelas se apagam
Para não ver
A pequena mão
Estendida da inocência
Do nascer.

O choro é alto, porém
Apagado p'lo não querer
Ouvir, os dedos
Esfria sob o álgido
Do dessaber,
Escondendo o olhar
No não mais acordar
Do adormecer.

Ayalal,
26.Lamashan.4699

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