terça-feira, 16 de setembro de 2008

Era uma vez...



Era assim uma vez
Era segredo era guardado
Que bela insensatez
Que destino que fado…

Era anjo demoníaco
Era donzela era o mal
Era engano aflito
De entendimento mortal

Que inconsciente dardeja
Que resvala que perdura
Que sem riso peleja
Cruel desventura.

Era verdade escondida
Era isso (era mais!)
Era sanidade perdida
Em sopros vendavais

Que enaltece a loucura
Que ama que odeia
Que vence em bravura
E em coragem estonteia.

Era adaga assassina
Era chaga era dor
Era trindade divina
E um pouco de amor

Que vence lutando
Que conquista que... tudo
Que respira rezando
Aos céus de veludo.

Era uma vez um dia
Era noite era luar
Era uma vez a magia
Do Reino do Ar

Que navega cantando
Que desatina que abraça
Que dorme sonhando
Ao som da barcaça.

Era uma vez uma Era
Era que é Era que vê
Que por Ser prospera
Que era aquilo que crê.

4 comentários:

Kath disse...

"Era anjo demoníaco
Era donzela era o mal"

Até se diria que era eu. x]

Gostei do ritmo, faz mesmo lembrar uma história de Era uma vez...

biazinha disse...

Era a síntese e a antitese condensadas numa esfera que encerra um universo todo.
Como sempre a cadência e o ritmo dos teus poemas são deliciosamente alucinantes.
Beijos.

Blood Tears disse...

Que poema lindo!!!

Todos os elementos se intercalam e sucedem numa dialéctica fascinante!

Adorei, como sempre! ^^

Blood Kisses

Leto of the Crows disse...

Muito agradecida às três ^^

E Kath... agora que olho bem para os versos, dou-te a razão, lembra-me mesmo tu xD