domingo, 7 de setembro de 2008

Insatisfação



O dia nasce negro
E o coração escurece
Perdendo-se no erro
De que a alma padece.

Espero e nada vejo…
Caminho e nada encontro!
Quem vê invejo,
Quem encontra desencontro.

Suplico e reclamo,
Devolvo o abandono.
Diabólico é o engano
E o abandono assombroso.

Digo-me insatisfeito
Quero infinitamente mais:
A revolta do defeito,
As lágrimas que chorais.

Lamento por não as ter,
Lamento por desconfiar.
Nada mais pode haver
Que a mim possas entregar.

O que és não interessa,
Não o quero saber!
Mas minha alma inquieta
O teu espírito quer ter.

Nada que dizes é vão.
Vejo o mundo no olhar,
Vejo no teu coração
O inocente sonhar.

Pois és tudo o que há,
O sensível sorrir,
És a vida que dá
Ao coração que sentir.

4 comentários:

Kiko disse...

Muito negro, mas gostei ^^

Leto of the Crows disse...

É assim tão negro? Nem dei conta xD

Ainda bem que gostastes!

Beijinhos***

Blood Tears disse...

O equilíbrio está precisamente em aceitarmos o negro e o alvor... Queremos as alegrias e as lágrimas, o tudo e o nada, o encontro e o desencontro... Perdemo-nos para nos encontrar n'algo de belo e assombroso.... É mesmo o conjunto que faz o coração palpitar...

Está lindo! ^^

Blood Kisses

Leto of the Crows disse...

Simplesmente, queremos o tudo, por mais contrário que seja, pois o tudo inclui o nada e o nada exclui o tudo ^^

Muito obrigada, Blood Tears =D

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