segunda-feira, 13 de abril de 2009

Parcas

Dos confins mais distantes,
Esticaram o braço e prenderam-te,
Por entre anéis e estrelas de negra
Noite que se avizinhava,
Tão vis pedantes!

As garras reflectiam o que do pensamento
Se esvaía em pútridas almas.
Que as albergam, corpos moles,
E as engolem e sorriem do sabor
Azedo de medo e doce
De sangue antigo.

Mas sacode-las e livra-te delas.
Não lhes fales que são velhos
Tormentos apagados.
Não as olhes se o olhar queres manter.
E não digas que o não disse,
Língua arguta e olhar pronto
O meu, que um dia lhes roubei.

6 comentários:

baby piggy disse...

Depois de tudo o que pensei hoje, isto derramou-me uma grande lágrima *

Leto of the Crows disse...

Oh pah... já ponho as pessoas a chorar e tudo =(

Roderick disse...

Eu não chorei. Mas gostei. Como é hábito!

Joli disse...

Tambem nao chorei xDD Mas adorei, como sempre ^^ Só tu escreves assim, adoro :)

Sete-Sóis disse...

Gostei muito, para variar xD
Bjo

Gothicum disse...

Leto boa noite!Só uma coisa...vi-me neste poema.Abraços :)