sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Vazio


Fog, by Flugcojt

Dor?
Não a sinto,
Que sou um pedaço de vazio
Resgatado à corrente vaga do nada.

Puro e impuro. Depuro
Todos os termos que são nada
E eu um tudo,
Vago o conceito de ser um ser,
Se é certeza o não ser incerto.
Incompleto o doer de ser,
E por isso não serei,
Meu amor vazio,
Que não te sinto.

E o que te leva a sentir?
Pergunto, discreta, em murmúrio fosco,
Que o não ouvir canta em sinfonia leda
E o escutar é martírio à alma.

Por isso não respondas,
Que não te ouvirei.
O vazio é surdo.

Não te entreponhas entre mim
E a díspar cor que não vês.
Que o vazio é cego.

E não me oiças.
O vazio não é mudo,
Mas não sente o que diz.

E o que não é vazio é defunto,
Meu defunto amor, que sou vazio,
Aquele que vagueia em tudo
Na esperança de te sentir.

9 comentários:

p a t r í c i a * disse...

Que palavras tão caras, devias ter aqui um link para um dicionário.


Porque é que fazes poemas tão bons, hã? Para me fazeres roer de inveja? É que está bonito ^^

E não respondas com a quase irritante modéstia do costume xD

Leto of the Crows disse...

Palavras caras? Onde? xD

Obrigada, Lifi ^^

p a t r í c i a * disse...

Tipo sinfonia "leda"... :P

Palavras caras no poema :P

De nada ^^

HornedWolf disse...

:) Vou escolher este mesmo.

Kath disse...

Vazio não! Cheio! Cheio de versos bonitos e de um ritmo melodioso!

Leto of the Crows disse...

Obrigada, Catawina ^^

Escolhe este, então, Horned. Sempre às ordens xD

Ana Priscila Sousa disse...

És tão bonita a escrever Carina. Apesar de ser triste o que escreves.

Beijinhos

Brid disse...

Qual vazio pah!? Nós queremos-te é contente e feliz e alegre!!! eheheh

croagfilliu disse...

É um vazio que contém tudo...

Do nada surgiu tudo,
E tudo terminará em nada novamente!

Gostei de passar por cá,
Continua a boa escrita