quarta-feira, 12 de março de 2008

Antigo Casarão


Fachada de mente,
Pilar que acende
A vela apagada
Em chama acordada.

Deambula fantasma
Em minha, tua alma,
Dir-te-ei “amado”,
Dir-me-ás “recordado”!

Pois o és, sendo eu,
O que tens era meu…
Eclipsadas memórias…
Oh! Conto-te histórias!

Entra, vê o visto,
Lê o sitio onde existo,
O corpo, a respiração,
Lê os sinais do coração!

Vai, vai comigo,
Deixa-me aqui contigo,
És a parte desapartada,
Sou a peça encontrada.

Tudo o que o vento levou
Só de mim ficou
A recordação, a lembrança,
A lágrima que entrança

Pensamentos, sentimentos,
Mais que tormentos!
Ficaste tu melancólico,
Fiquei eu diabólico.

E não te esqueças mortal
Tens de vendaval
A brisa que ficou
E que nada levou.

Ou seja, tens o Ser,
Aquele que, no morrer,
Deixou em ti
O pouco puro de mim.

2 comentários:

Kath disse...

Actualização! Muahah!

Neste poema gostei bastante das exclamações. Parecem conferir mais ardor, ou algo assim.

Muito bem, menina Leto. ^^

Leto of the Crows disse...

Mui agradecida =D