sábado, 1 de março de 2008

Erros da Alma


Tendes a pensar que sim
Num óbvio não anunciado
Aos brandos ares tempestuosos
De um precipício assolado.

O que é não é,
E se não foi, não será.
Acolhido entre certo e errado…
É no errado que errarás.

Pois vem do cinza esbranquiçado
Esse descolorido engano crente
Num final preto acinzentado
De um mal-estar doente.

Doente de desafogo despropositado,
Marcado a fogo chamejante.
Num espírito desordenado
É alma alada delirante!

A nuvem negra que vazia
Apela um inexistente fundamento,
Mais que um impuro pedido,
Um inclemente lamento.

Fugido do céu nocturno,
Esquecido da brisa do canto…
É um erro profano,
Um erro de santo.

Porque dizes que é sem ser,
Porque afirmas verdade a mentira,
Porque julgas sem perceber,
Porque ouves vingativo essa ira…

Porque o coração murmura mudo,
Vendado pelo engano;
Porque simplesmente cego
És vão e desiludido insano.

2 comentários:

Pedro Jorge disse...

erros e mais erros, mas este poema é de longe um deles.

eu achei-o muito correcto e com alma :)

Leto of the Crows disse...

O Mundo está repleto de erros

Bigada ^^