terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Paisagem


Distante o teu brilhar ofusca,
Lágrimas minhas que lânguidas
E caídas se desmancham
Nos reversos confins
Que só por ti na beleza
Do observado se encantam.

E mergulho-te de alma
Que me submerges em ti
Num acolher vertente,
Crescente.
Só contigo, tu e eu,
De brisa aclamada
Onde o futuro faleceu.

***

No negrume cinzento que se explora
Nesse futuro falecido,
És memória e retrato.
Sou eu o que nunca viveu
Nos verdes brandos do teu prado.

3 comentários:

Pedro Jorge disse...

numa tonalização poética mediterrânica, aplicada numa paisagem. com o doce da dualidade proporcionada pela companhia e o encanto que enlaçam duas pessoas.

.;,:

Kath disse...

Dos teus textos que mais gostei, até agora. A última estrofe, principalmente, adquire contornos de perfeição.

Parabéns. ^^

Leto of the Crows disse...

Bigadah ^^

Escrever durante a aula prática de Matemática Discreta é inspirador xD