quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O que Nunca Serei


Arde fogo em ebulição
Em mim que te ordeno.
Só, sózinha com este sentimento,
Quero a fúria em que desvaneço
Destilares embriagados de fome
Por quem o nada padeço.

E sangro a dor do teu olhar,
Torturo-me por vias do tacto,
Quebrando vidas, só minhas ditas,
Mas tudo és e o que nunca serei.
Só eu sou o que do nada poderei
Voltar um dia a ser no fugir.

Quebro então tempestades de sorrisos
Por entre a chuva que me resguarda
Do cruel corromper .
Não me sorriam que vos detesto
No meu inóspito sofrer.

4 comentários:

Pedro Jorge disse...

Muito Bem. E por isso espero por mais posts neste teu blog.

Kath disse...

A última estrofe é perfeita, Leto. Muito bonito (e doloroso), de facto. Continua. ^^

Leto of the Crows disse...

Muito obrigada!

Ainda bem que gostaste =D

Filipinha** disse...

bastante bonito este texto^^