sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

O que não és, Amor

Não é amor o embalar das árvores
Pelo vento que as acaricia e despe,
Não é amor o ardor do fogo
Que te incendeia e amolece.

Não é amor a ferida inoculada
Por aquela espada que fere e trespassa,
Não é amor as pétalas que brilham frias
No decair da orvalhada.

Não é amor a bela jóia
Preenchida em sem fé recordações,
Não é amor o sentimento
Que se destila em desimoções.

Não é amor a carta a negro
Que tudo diz excepto temor,
Não é amor o ciúme assassino
Causador da impulsiva dor.

Amor, soberba fútil de mar, não és tu,
Nem o beijo que dão deuses ao nascer do mundo,
Não és a cruel ironia que se ergue
De um sagaz coração desnudo.

Nem mesmo és o que dizem não seres,
Pois por entre palavras e posturas
Não perscruto o teu indistinto profundo,
As tuas sortes ou desventuras.

2 comentários:

Kath disse...

Bastante bom, refrescante para desenjoar de poemas de amor (ah ah, guilty xD). É uma boa alternativa a tentar descrever o amor.

Très bien. ^^

Leto of the Crows disse...

Bigadah =D

No entanto, esqueci-me de referir o quão vil é o amor... e a culpa é dos cúpidos, aqueles demóniozinhos que se fazem passar por anjos... vou fazer queixa deles à Afrodite, e eles verão! Muahahah!