quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Sonho


Sonho-te e és doce
Num sabor de mel campestre,
Recordo-te e és vida
Que embalo na inconsiência.
Vejo-te e és candura
De demónio que se empluma,
Sinto-te e és alma
Que me roubou a minha.

Que te posso dizer
Se as palavras fogem
Na corrida sofrega do fugir?
Temem o que é belo,
Temo-te que o és
No teu rebelde sentir.

E fico-me assim pelo sonhar,
No recordar do que vejo,
E do que sinto sem querer.
É belo o amar, mas deixo-o só
Para que possa sublime
Ser vida no decair e poder viver
No desencanto do meu olhar.

2 comentários:

Pedro Jorge disse...

:

Uma configuração dos sonhos à tua escola.

)

Pedro Jorge disse...

escolha