sexta-feira, 14 de março de 2008

Sonhos


Os sonhos são subtis. Sintonizam-se sem saberes, sem lógicas, ou sentidos des-sentidos. Sorvem profundidades, inspiram mentiras desmentidas. São simplesmente a purificação dos solarengos dias de pureza sem sol. Brilham no desbrilhar que é teu, meu, nosso, de ninguém. São análogos de desanologia. São eles sós, sozinhos na solidão acompanhada que nos abraça e ama. Oh! Eles abraçam-nos, eles acompanham-nos, eles amam-nos.

"Imploro-te repouso de plena e aflitiva insanidade, leva-me para esses confins eternos. Sonhar-vos-ei sonhando, meus sonhos sonhados."

5 comentários:

Pedro Jorge disse...

o paradoxo foi emotivo.

mas acredito q ainda há muito para sonhares.

o Sol soube bem. obrigado.

Leto of the Crows disse...

Sim, muito há para sonhar, pois os sonhos são infinitos e ilimitados ^^

Kath disse...

Aliterações e antíteses excelentes.

Très bien. ^^

Leto of the Crows disse...

Quando comecei a escrever queria pôr tudo com s's, mas dei o caso como perdido lol

Francisco Norega (eragon369) disse...

Excelentes contradições :-P Como já te disse, escreves excelentemente bem, mas precisava de marcar presença aqui no blog, e achei este texto um bom sitio para começar.
Como já te disse, também não sou muito dado a ler poesia, e só quando o rei fizer anos é que verás um comment num poema... E olha que é complicado que isso aconteça, já que estamos numa (pseudo-)república :-P
Quanto à prosa... eu bem que leio os pequeninos, mas também são aqueles que têm menos a comentar, e os grandes agora não tenho mesmo tempo, devido aos projectos que sabes que tenho em mãos.

De resto... boas escrituras ;-)