quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Harpa



Dedilhas cordas frementes
De harpa minha que entoa e canta
Alegre alento de anjos iludidos.
Suspira em seu corpo dissabores
Deusa viva de amores
E encantos em Vénus sentidos.

Escuta, então, sedução essa, a dela,
Clamando pureza do que é belo,
Utopia de belezas surreais.
Pois ela sonha, do Perfeito
Implorando sua vinda
Para a desdita vida dos demais.

Porém não desperta ele
Ao chamamento que repica
Sinos de melodia divina!
Cai no desalento do desuso,
Doce harpa de cordas gastas,
Nos contados confins da vida.

5 comentários:

Gotik Raal disse...

Leto of the Crows,
Foi uma boa surpresa desaguar aqui, neste delta de ritmos clássicos, com uma certa contundência.
Um belo poema.

Gotik Raal

Blood Tears disse...

O chamamento não consumado é sonho do perdido desusado...

Blood Kisses

DarkViolet disse...

Cordas afiadas, seduzidas pela Lua, aclamadas pelos sinos, profundezas de sons dançantes

Silent Raven disse...

Cá estou eu, outra vez, a ler as tuas palavras... Palavras que embalam como sombras e sonhos, na muralha de um crepúsculo mágico.
Continua a escrever assim.

Leto of the Crows disse...

Obrigada a todos pelos amáveis comentários ^^

Beijos****