terça-feira, 4 de maio de 2010

Selecção Natural

Sou o acaso determinante,
E o determinismo casual.
De foice em punho e mão estendida,
Para o ousado que é diferente
Eu dito o modificar.

Clamam-me Deus e Demónio,
O Fado que baila com o que vive.
O juiz cego que vê no réu
A partícula por escolher
E tudo o que há por julgar.

Não erijo o que deveria ser
Não selecciono o dominante,
Mas o que irá ser e dominará.
Que faço do Tudo o Nada por existir
E do Nada escolho a vida que há-de vir.

(oh god, fiz um poema dedicado à SN, estou a ficar maluca!)

2 comentários:

João Afonso Adamastor disse...

(...mas isso tanto pode ser bom como mau, depende das pressões do ambiente XD)

Leto of the Crows disse...

Claro que sim, daí o Deus e o demónio, e a foice, e o fazer do tudo nada xD