sexta-feira, 21 de maio de 2010

Inês de Castro (Acróstico)



Dona e Senhora do Coração de Portugal,
Olvidas em teus cabelos de obsidiana
Nossa alma benévola e cantiga profana,
A anciã candura de um povo imortal.

Idílica a tua presença, nossa flor sentida,
No romper do que foi lançado em fogo e dor.
Extinto? Não, que não se extingue o amor,
Somente o corpo que detêm a vida.

Duas almas de coração unido,
E é contada a História de um Portugal sofrido.

Contigo sonhou a alma do bem-querer,
Ai, lágrima minha, querida e doce Inês.
Sonhou Pedro, o Justo, o do teu alento.
Tirano o ente, tirana a alma descontente,
Rompeu-se efémera a vida ida.
Oh! Oramos à rubra rosa a sangue florida.

Que és ainda nossa amada Rainha,
Após a vida...

4 comentários:

Inês disse...

Um belo nome (sou imparcial, não vale denegrir :P) que deu um poema ainda mais belo. A História de Portugal também é a dos poetas!

Leto of the Crows disse...

Pois, imparcial... *olha de forma suspeita*

Gosto imenso da História da nossa Inês ^^

Brid disse...

Tão belo, Leto :)

Eu também adoro a história de Pedro e Inês eheh já li livros e fiz um trabalho no secundário, é uma história triste mas, ao mesmo tempo, de cortar a respiração ^^

Leto of the Crows disse...

Obrigada, Fifi ^^