segunda-feira, 16 de março de 2009

Grão de Areia

Veio numa onda alta que me arrebatou nos seus braços frios e húmidos, e eu voei no canto do seu marejar, na sinfonia arejada de um tom de dentro de água.

E depois, não mais vi o céu e as aves que por ele nadavam de plumas secas ao vento forte. Vi somente o mundo inteiro que se escondia, a vida de tons estranhos e formas exóticas e ouvi-a cantar. Aquela enxurrada que me levou até confins de ao pé de mim, de cabelos em seda revolta da cor do tudo e do nada, cor tamanha e intocada que só os deuses sabiam pintar. E ela sorriu-me, musa ou ninfa da terra perdida, lábios doces de estrela esquecida e de arco-íris o olhar que a mim amava, efémera a vida que afogava.

Oh! Não me era destinado ver tamanha beleza, a que me oferecia, sua riqueza! Cerrei, então, os olhos e adormeci na sua melodia de mar, para não mais acordar. Que sou ínfimo grão de areia…

Adeus, minha sereia!

5 comentários:

Ana Priscila Sousa disse...

Enfim, o que dizer...
Está Lindo!!!

Joli disse...

Tão lindo *.*

E a fotooooo... AI! Tá perfeito :DD

Leto of the Crows disse...

Mui agradecida às minhas duas queridas colegas xD

Beijinhos!

João disse...

Para quando o seu livro editado Dona Carina? Já era tempo! Eheh

Muito bons textos aqui neste teu blog :)

Bjos

Maria Francisca disse...

Adorei o teu blog. :)