domingo, 22 de março de 2009

Acróstico


Arderam no promontório ventoso,
Sílfides da brisa que num dia distante cantou.
Algures escuro, que se varreu, tempo fora,
Sangue de água o seu, e o meu moroso de se apagar.

Digo martírio não esquecido
O de aquele dia passado.

Manchas. Chuvas. Fogos. Brumas.
E não as encontro, Deusa!
Uma a uma caíram, e eu caí com elas.

Porque o que sou, o que resta e chama,
Agora no seco vazio se esvai.
Seria luz?
Seria vida?
Amor dito e estrela erguida,
Dos céus cerúleos da magia.
Oh! Que esse Sol murchou…

Eram tudo, que era meu e vasto
Sem limites de vastidão.
Quão crescente era ele, o Astro Rei,
Urdido em calor de amor à Lua.
Esse rei e essa rainha, esses deuses!
Credos virgens de sonhar,
Imos do uno, agora ardidos.
Deuses meus, e minha vida,
Ora do mundo cansados, ora por ele, esquecidos.

7 comentários:

Kath disse...

Tão bonito quanto sempre. ^^

Joli disse...

OH! TÁ LINDO COMO SEMPRE! ahahah

E não digas que não, olha a ameaça... ahaha

Tens q m dizer que dicionario usas tu xDD

Gothicum disse...

"O silêncio é a comunhão de uma alma consciente consigo mesma."
(Henry David Thoreau)

..as tuas palavras são sempre carregadas de sentimento, reflexão, e, mesmo quando triste, de beleza. Abraços

Sete-Sóis disse...

Gostei muito :)

Bjo

Joli disse...

Desafio pa ti no meu blog xD (é so uma brincadeira ahaha)

Dionisios disse...

achei desapercebido nos caminhos deste mundo uma escrita agradavel...

Bruno Pereira disse...

"Porque o que sou, o que resta e chama,
Agora no seco vazio se esvai.
Seria luz?
Seria vida?
Amor dito e estrela erguida,
Dos céus cerúleos da magia.
Oh! Que esse Sol murchou…"

Espectacular :)