terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Céu Nocturno


Vislumbro vista de céu distante,
Negro mar navegado.
Aportaste já em terra nossa, navegaste,
Nomeado, correntes do fado,
E não naufragaste.

Porém, pontos que luzem lá longe,
Caminham perdidos de cansados.
Procuram mas não encontram
Trilho teu, encontrado,
A que os deuses t’achegaram.

E continuarão rumo fora,
Correndo marés de areia,
Algures labirintos por lavrar.
É terra selvagem, esquecida teia
Onde não sabem navegar.

Temes por eles, alma de alento.
Não temas que um dia chegarão,
Vindos de algures na brisa amena.
E com o Deus Vento no coração,
É cantiga sua, a cítara serena.

4 comentários:

Silent Raven disse...

Saudações!
Continuas a escrever com o encanto crepuscular que sempre caracteriza os teus versos... E a encantar os leitores que por aqui passam!

Abraço e boas festas!

Gotik Raal disse...

Leto of the Crows,

Começam estranhos e depois desenvolvem-se para formar sentidos estranhamente belos. Os teus textos.

Sempre um gosto de ler!
Beijinhos,
Gotik Raal

Gotik Raal disse...

Leto,

...E um muito Feliz Natal!
Um beijo, do
Gotik Raal

Leto of the Crows disse...

Silent Raven,

Agradeço as tuas palavras, e retribuo-as com toda a sinceridade ^^

Um beijinho e Boas Festas!
____________________________

Gotik,

Tens razão, os meus textos têm um quê de estranhice que muito aprecio. Porém, o que me deixa mais feliz, é saber que outros também o fazem.

Um Beijinho muito grande e um Bom Natal também para ti!