segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Fada

Chamem ritos
Deuses proscritos,
Pós mortos que os convido!
Celebro natura gente dos céus,
Canto fábulas aos teus
Crentes em que acredito.

Realço-lhes a beleza
E não duvido, na incerteza,
Infinita que terão de desconhecida!
E da morte não sabem elas,
Além da vida que descrevem
Ou aquando a queda a profundeza.

Conto conto tonto
É este que pesponto
À crença vossa, corrupta!
Não o sabem, sei-o eu
Mentira é esta a falada
Não a cantada a contraponto.

Pois sagazes
São palavras perspicazes,
Não as do meu pranto.
Pois as canto em dor sentida
Aquela sofrida que chora
Local tristonho onde ora jazes.

Chora pela calma
Essa que na desalma
Roubou lembrança a do mundo.
Meu desdito defunto
Roubaste beleza a da fada
E do mundo certeza a da alma.

2 comentários:

Twlwyth disse...

Gostei muito do tema e do ritmo do poema.

Beijo

Leto of the Crows disse...

Muito obrigada, Twlwyth!

Um beijinho!