domingo, 17 de maio de 2009

Sim e Não


Digo-lhe que não
E ele diz que sim.
Que não o quero ouvir.
Repete o que quer
E não o quero eu,
Que quanta da vida
Se destila calçada
Abaixo pela avenida
Oculta no sombrio
Do florescer a decair.
E ele persegue-a,
Repetitivo no seu sim
Afirmar que rasgo
Rompo e corrompo
No simples não
De negação,
Não de não ouvir.
Não. Sim. Não,
Arre cabrão,
Que insistes em “não”,
Mas um não de não me ouvir.
Que dito a vontade
Virgem do querer,
A alma que almeja
Escolha livre
E vida do escolher.
E digo-lhe que não,
E ele diz que sim.
Dou-lhe um tiro e ora,
Que morra com o seu sim,
Que morrerei com o não,
O da minha e não sua
Irrazoável razão.

9 comentários:

Joli disse...

Wooow Leto, este está diferente... gostei mesmo muito!

:D

Kath disse...

Ele teima mas tu teimas mais! Viva!

Leto of the Crows disse...

Viva! E não só teimo, como lhe dou uma tiro! Mwahahahahah!!!

Obrigada, meninas ^^

Beijinhos!

Anónimo disse...

http://sonhadoremfulltime.blogspot.com/2008_12_01_archive.html#106871299476059246

Francisco Norega disse...

Muito forte, leto.

Excelente, como sempre.

Beijinhos :)

Roderick disse...

Tenho um convite no meu blog.
Espero que aceites.

Gotik Raal disse...

Leto,

Está especial este texto, sim, e como diz Joli, aqui em cima, diferente.
Uma certa coerência, um caminho claro, e que contudo não obscurece a frondosa copa das árvores das tuas palavras.
É sempre um gosto.

Beijo,
Gotik Raal

Leto of the Crows disse...

Um caminho claro, mas de contrariedades, Gotik.

Um beijinho!

p a t r í c i a * disse...

Wooooooooooooow!

Intenso xD
Adorei!